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Nutrição e Modismo

Meu nome é Fernanda Gargiulo, sou natural de Juiz de Fora, crescida e criada aqui. Nutricionista formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora, especialista em Nutrição Esportiva pelo Instituto de Pesquisa e Gestão em Saúde – IPGS e começo em maio minha segunda especialização, em Nutrição Funcional pela VP consultoria nutricional.

Quando vi que a Susu Couto estava procurando um nutricionista para escrever para o Blog SobreTudo, confesso que fiquei muito feliz pela procura por um profissional capacitado para falar sobre nutrição e por isso topei de cara. Nos últimos anos a Nutrição teve um boom de divulgação e não gosto a ideia de nutrição ser tratada como um modismo e por muitas vezes ser passada por pessoas que não são da área. Por isso, a agradeço pela confiança e principalmente pela iniciativa de colocar aqui no blog um profissional para falar sobre o assunto.

Pensando em como começar a escrever para vocês, decidi contar um pouco da história da nutrição, para que se tire de cabeça de que “nutrição é moda” como escuto por ai! E já coloco uma pergunta no ar: Como algo que fazemos no MÍNIMO 3 vezes por dia durante 365 dias do ano pode ser modismo?

As observações científicas acerca de nutrição tiveram início há 400 anos a.C. por Hipócrates, considerado o “Pai da Medicina”, que por meio de suas observações, passou a afirmar que doenças estavam relacionadas a fatores climáticos, raciais, DIETÉTICOS e ambientais e desde aquela época disse uma frase que ficou muito conhecida e soa para mim até hoje como atual: “Que a comida seja teu alimento e o alimento tua medicina”.

Desde essa época, diversos cientistas e pesquisadores passaram à observar e levantar hipóteses da relação do homem com o alimento, até que em 1770, Lavoisier, considerado o “Pai da Nutrição”, estudando os processos de combustão dos alimentos e a respiração celular, acabou por criar sofisticados equipamentos, capazes de medir o calor liberado durante a reação entre substâncias combustíveis e o oxigênio: os calorímetros. E a partir do seu trabalho, o mundo científico descobriu que a fonte de energia do nosso organismo era a combustão controlada dos alimentos (especialmente a dos carboidratos).

Em 1937, Pedro Escudeiro, um médico argentino, introduziu o estudo da nutrição nas escolas de medicina, divulgando as Leis da Alimentação (“A alimentação deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, harmoniosa e adequada a quem está consumindo”). Sua abordagem racionalista (partindo de premissas ou hipóteses) expandiu o estudo da nutrição, complementando os estudos empíricos (que partem da experiência e coleta de dados).

No Brasil, a profissão regulamentada de nutricionista surgiu em 1967. Na década de 1980, a principal preocupação dos profissionais de saúde pública era a desnutrição. Com as mudanças no estilo de vida e no padrão alimentar da população, o foco dos estudos passou a ser a relação entre o excesso de peso e os hábitos alimentares atuais com as doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e câncer, que são as principais causas de morte nos dias atuais.

Foi a partir daí que acredito que a nutrição começou a ser tão divulgada e comentada. O mundo passou a perceber que a relação com a comida está totalmente voltada ao estado de saúde dos indivíduos. Em qualquer lugar hoje se fala de nutrição. Se você parar na frente de uma banca de jornal, vai ver que a maioria das revistas falam sobre alimentação, dietas da moda, etc… A programação dos canais abertos, tem programas somente voltados para o assunto. As redes sociais estão cheias de pessoas escrevendo sobre nutrição. E assim vai…

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