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Ao passado o que é do passado

Todos os dias surgem novas siglas, ‘modinhas’ e símbolos nas redes sociais. É como se literalmente surgissem do dia para noite e, por vezes, nem mesmo conseguimos acompanhar.

De um dia para o outro a moderníssima “hashtag” que antecedia tudo que se escrevia em qualquer mídia social ganha regras de etiqueta e já não soa tão bem utilizá-la freneticamente em tudo e inúmeras vezes, e nem uní-la a frases longuíssimas. Tudo fica “demodê” muito rápido. Aliás, quem ainda usa este termo? Demodê.

A onda agora é, ao menos até dois segundos atrás, garanto que era, o #tbt. Um belo dia acordei e tudo estava “contaminado” por ela.

Segundos rápidos de pesquisa* descobri que “tbt significa throwback thursday, que pode ser traduzido do inglês para quinta-feira do retorno ou regresso…utilizada para marcar fotos que se referem ao passado, que deem saudades, simbolizada por #tbt…é usada às quintas-feiras nas redes sociais e vem geralmente acompanhada por uma foto do passado trazendo lembranças com sentimento de saudade (vintage)”.

Bem, quanto à utilização às quintas, creio que no Brasil foi aberta uma enorme licença poética de domingo a domingo, mas o conceito principal foi preservado.

Ainda pesquisando vi que “um exemplo de utilização é postar uma foto de quando você era criança com seu animal de estimação e utilizar a hashtag TBT (#TBT). Outras pessoas conhecerão um pouco mais sobre você através dessa hashtag”.

Como uma profissional que respira RH, na hora desejei que as empresas pudessem obter na prática mais “#tbt’s” de seu capital humano.

Ou seja, que seus profissionais trouxessem de volta não para as redes sociais e sim para seus ambientes corporativos ‘postagens’, por exemplo, do seu período de formação acadêmica quando acreditavam que seriam profissionais que verdadeiramente mudariam positivamente as organizações, oxigenando-as.

Como seria bom poder conhecer e conviver mais com aquele profissional que ainda não havia se perdido no caminho das rotinas burocráticas ou sucumbido aos desafios, como seria bom trazê-lo de volta. Que toda iniciativa, criatividade, espírito crítico e pro atividade não fossem somente relembrados através de uma imagem e sim reavivados na prática diária.

Afinal, a grande vantagem do saudosismo, inclusive no meio corporativo, é podermos olhar para história escrita até o momento, orgulhar-se dela, respeitar e a partir daí rever o que foi construído, continuar o que foi assertivo e evoluir.

Que o sentimento de saudade literalmente perca espaço para um presente recheado de atitudes profissionais concretas com pessoas envolvidas com os processos e seus resultados, do início ao fim, continuamente, sem esmorecer.

Ao passado o que é do passado 1

*Google

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